Falar bonito pode até ser confundido com ter boa expressão. Ser persuasivo e capaz de convencer outras pessoas através da argumentação também. No entanto, da perspectiva da CNV, expressar-se bem não se trata de palavras rebuscadas, frases marcantes ou argumento sólido.
Na CNV, consigo me expressar plenamente quando sou capaz de olhar para dentro de mim, de reconhecer os sentimentos que estão se movimentando em meu íntimo, de identificar quais necessidades estão por detrás desses sentimentos e, finalmente, de expressar ao outro essas informações ou “componentes”, como chamamos na CNV.
Além desses dois componentes, a CNV também nos incentiva a nos tornarmos capazes de observar as situações sem misturar com nossas avaliações e a fazer pedidos que visem atender às necessidades que identificamos. Ao todo, portanto, são quatro componentes de uma comunicação plena e honesta.
Percebe que se trata, portanto, muito mais de um processo de autoconhecimento e de atenção plena, do que de uma mera técnica para “falar bem”?
O que essa reflexão desperta em você?